Meditação - Primeiros Passos12/4/2015 Quem já não planeou começar a meditar regularmente - preparou o ambiente, sentou-se de pernas cruzadas, idealizou um momento de 15 minutos de meditação, uma música agradável... e 2 minutos depois estava a desistir porque a sua mente não se calava, as suas pernas e costas doíam e ficava ainda mais inquieto do que quando começou! O problemas quando queremos iniciar actividades deste género é que idealizamos um ambiente super especial e muito zen, imaginamos que vamos imediatamente ter um ar super sereno e que o nosso corpo irá relaxar completamente numa posição que nos era até à data desconhecida, já para não falar que achamos que a nossa mente nos irá obedecer facilmente e que vamos mantê-la vazia o tempo que estipulamos. Ora bem aqui estão algumas dicas que o podem ajudar a começar! Ambiente Embora seja conveniente ter um espaço limpo, agradável e confortável, com elementos que nos digam alguma coisa, isto não é obrigatório! A verdade é que podemos meditar no sofá (com a televisão desligada já agora!), na cama, no banho... basicamente onde tenhamos uns momentos só para nós! Posição A verdade é que é possível meditar sentado numa cadeira, deitado, até mesmo em pé! O importante é que seja uma posição que consiga manter durante algum tempo sem sentir desconforto. Será muito mais difícil abstrair-se se o seu corpo estiver em protesto do que se estiver numa posição confortável. É possível que com o tempo comece a adoptar uma postura diferente, mas não queira fazer tudo no primeiro dia! Mente Aqui começa a ficar mais difícil! Na nossa cabeça parece relativamente simples ficar algum tempo sem pensar em nada, mas o problema é que assim que começamos a tentar meditar, todos os pensamentos e mais alguns se lembram de aparecer, e ficamos mais frustrados do que relaxados. A primeira coisa que devemos saber é que não é suposto esvaziar a mente completamente nas primeiras tentativas, se calhar nem em muitas lá mais para a frente! A ideia é começar a mostrar à nossa mente quem manda! Sempre que ela se desviar, voltamos a focar onde queremos, pode ser na respiração ou na música de fundo. Pode ainda optar por meditações guiadas - pode inscrever-se em grupos de meditação, comprar CD's de meditação ou ainda aceder ao YouTube e escolher uma das muitas opções - este método tem a vantagem de manter a mente focada num propósito, enquanto ajuda a relaxar o corpo e a estimular visualizações. Tempo O ideal é meditar cerca de 20 a 60 minutos por dia. Mas nós na maioria das vezes não temos o tempo ideal! Por isso, 1 a 5 minutos já vão ser muito mais benéficos do que nenhum! Se houver dias que tem disponibilidade para se sentar durante mais tempo, aproveite e faça uma meditação mais prolongada, mas nos dias em que anda a correr de um lado para o outro pode fazer o seguinte: Feche os olhos, ponha uma mão no coração e a outra na barriga, inspire e expire o mais profunda e pausadamente possível 3 vezes... e já está! Parece demasiado simples mas tem muita força! O mais importante em relação ao tempo é também não ter mais olhos que barriga - se ainda não tem muita prática a meditar, não ambicione começar logo por meditações muito longas! Comece devagar e vá aumentando à medida que se sentir mais confiante. Agora que já tem estas dicas rápidas e simples, do que está à espera para começar a meditar? Para ser real, basta acreditar...17/4/2015 Vemos frases como esta constantemente, e certamente, tal como eu também vocês pensam, mas como é que isto é possível? Se eu acreditar que posso voar, acontece? Se eu acreditar que sou milionário, terei a minha conta bancária recheada?
Se calhar, se realmente conseguíssemos acreditar com toda a nossa fé que isto é verdade, conseguiríamos fazer com que acontecesse... Então porque não fazemos? Afinal todos nós gostávamos de ser algo mais, de ter algo mais! Se é só acreditar é fácil de mais! Aí é que se encontra o verdadeiro problema, porque afinal a nossa mente, ao contrário do que gostamos de pensar não é inteiramente nossa e muito menos nos obedece como seria de esperar! A nossa mente é fruto de todas as coisas que fomos ouvindo desde o momento em que aprendemos a nossa língua; todas as vezes que fomos repreendidos por acreditar em fantasias; todas as decepções que tivemos por acreditar em determinadas coisas ou pessoas que se tornaram um desgosto... Sempre que reagimos a determinada situação de forma inconsciente, estamos a aceder a esse registo de informação que lá foi sendo colocada por terceiros e pela experiência (pessoal e colectiva), quer tenha sido com intenção ou não! Assim, se sempre nos disseram que o desenho de uma casa tem de ter portas e janelas "porque é assim", que o pai natal não existe "porque não", que os contos de fadas são para crianças "porque nada daquilo é real", com certeza que por muita imaginação que tivéssemos enquanto crianças à medida que crescemos vamos acreditando que os outros é que devem ter razão porque afinal "ninguém acredita nessas coisas". Agora imagine-se numa situação em que nunca ninguém lhe disse o que é possível ou não, que nunca ninguém lhe cortou a imaginação e a criatividade com a lógica, em que nunca foi corrigido ou diminuído por ter fantasias diferentes das dos outros... É mais fácil dizer do que fazer não é? Mas não desanime, afinal teve anos de experiência em aceitar o que toda a gente acha ser possível ou não e agora está apenas há uns segundos a tentar livrar-se dessas ideias! Aceite apenas que é possível sim ir-se libertando aos poucos dessas formatações e padrões a que toda a gente obedece sem saber e sem parar para pensar porquê. Há mais como eu, mais como você a querer romper com as convenções impostas e a acreditar que há algo mais, é só saber como ir quebrando com estas barreiras, um pouco de cada vez. Sempre que der por si a pensar "eu não sou capaz de fazer isto porque...", veja se esse pensamento é genuinamente seu ou se o levaram a acreditar que isso é demasiado ambicioso para si, porque mais ninguém que conhece alguma vez o conseguiu! Lembre-se, há sempre alguém a quebrar esse ciclo e a ver mais além, afinal de contas houve alguém que ousou voar, e inventou o avião... |